Portes Grátis em compras acima dos 25€ para Portugal

A Casa que fez o João

Na rua mais barulhenta de uma vila imaginária, havia uma casa diferente de todas as outras. Nesta casa, as letras saltitavam e pintavam cada parede e cada um dos seus cantos com a música que formava a sua entoação. Não se via grande coisa à distância, mas quando alguém se aproximava… ouvia as gargalhadas daquelas palavras que se juntavam e formavam anedotas; ouvia os gritos dramáticos das letras que unidas criavam as novelas românticas; ouviam-se lamentos das epopeias. No outro canto, era possível identificar os risos das histórias infantis, dos seus contos e poemas. Havia ainda quem dizia que ao passar naquela rua ouvia o fanfarrar das páginas a virar, do som da caneta a escrever, ou das teclas a freneticamente bater.

João é o arquiteto destas palavras. Empurra uma para o canto, rouba uma letra ali, e arruma constantemente aquela mistura de palavras desenfreadas. “Vamos lá, Letras! Temos muito que fazer. Em outubro vamos abrir a casa para as nossas visitas!”, dizia o João e lá iam as letras, umas a correr outras a saltar a organizarem-se. Elas estão apressadas, muitas famílias, crianças alegres e educadores vão visitá-las em breve. Irão ler as suas frases, ver cada canto da casinha, e elas querem estar preparadas para esse momento. É a altura do ano que mais adoram!

Os meus caros leitores devem estar a questionar-se “Que casinha misteriosa é esta?”. Pois bem, meus amigos, esta casa, sempre em movimento, abre as suas portas duas vezes ao ano — uma em abril, outra no outono, em outubro. Quando abre as suas janelas e portas, escapam sempre algumas das palavrinhas curiosas para conhecer outros versos e cantigas. Por entre palavras, cores, ideias, foi construída assim A Casa do João.

Todos os semestres, cada criança, adulto, professor, bibliotecário, escritor e educador senta-se no chão, como se voltassem a ser pequenos, e ouvem o que estas palavras têm a dizer. Depois, quando o sol se deita e dá lugar às estrelas, a casa desaparece naquela rua imaginaria, deixando sempre a promessa: voltaria a erguer-se no semestre seguinte, maior, mais cheia, mais viva e novamente as palavrinhas iriam-se organizar com a ajuda do Arquiteto João.

Essa casa existe e venho falar dela. A Casa do João não está no meio de uma vila imaginária, mas num lugar acessível a todos: o site da Editora Trinta-por-uma-LinhaTrata-se de uma revista de literatura infantil e juvenil, publicada duas vezes por ano e disponibilizada gratuitamente em formato PDF.

Na rua mais barulhenta de uma vila imaginária, havia uma casa diferente de todas as outras. Nesta casa, as letras saltitavam e pintavam cada parede e cada um dos seus cantos com a música que formava a sua entoação. Não se via grande coisa à distância, mas quando alguém se aproximava… ouvia as gargalhadas daquelas palavras que se juntavam e formavam anedotas; ouvia os gritos dramáticos das letras que unidas criavam as novelas românticas; ouviam-se lamentos das epopeias. No outro canto, era possível identificar os risos das histórias infantis, dos seus contos e poemas. Havia ainda quem dizia que ao passar naquela rua ouvia o fanfarrar das páginas a virar, do som da caneta a escrever, ou das teclas a freneticamente bater.

João é o arquiteto destas palavras. Empurra uma para o canto, rouba uma letra ali, e arruma constantemente aquela mistura de palavras desenfreadas. “Vamos lá, Letras! Temos muito que fazer. Em outubro vamos abrir a casa para as nossas visitas!”, dizia o João e lá iam as letras, umas a correr outras a saltar a organizarem-se. Elas estão apressadas, muitas famílias, crianças alegres e educadores vão visitá-las em breve. Irão ler as suas frases, ver cada canto da casinha, e elas querem estar preparadas para esse momento. É a altura do ano que mais adoram!

Os meus caros leitores devem estar a questionar-se “Que casinha misteriosa é esta?”. Pois bem, meus amigos, esta casa, sempre em movimento, abre as suas portas duas vezes ao ano — uma em abril, outra no outono, em outubro. Quando abre as suas janelas e portas, escapam sempre algumas das palavrinhas curiosas para conhecer outros versos e cantigas. Por entre palavras, cores, ideias, foi construída assim A Casa do João.

Todos os semestres, cada criança, adulto, professor, bibliotecário, escritor e educador senta-se no chão, como se voltassem a ser pequenos, e ouvem o que estas palavras têm a dizer. Depois, quando o sol se deita e dá lugar às estrelas, a casa desaparece naquela rua imaginaria, deixando sempre a promessa: voltaria a erguer-se no semestre seguinte, maior, mais cheia, mais viva e novamente as palavrinhas iriam-se organizar com a ajuda do Arquiteto João.

Essa casa existe e venho falar dela. A Casa do João não está no meio de uma vila imaginária, mas num lugar acessível a todos: o site da Editora Trinta-por-uma-LinhaTrata-se de uma revista de literatura infantil e juvenil, publicada duas vezes por ano e disponibilizada gratuitamente em formato PDF.

Um lar feito de papel e propósito

A Casa do João é um projeto cultural e educativo. É uma casa simbólica construída com palavras, ideias e sonhos, onde a literatura e as artes se encontram para formar leitores criativos e ambiciosos.

Ler A Casa do João é como entrar num lar acolhedor, há sempre uma nova sala a explorar. Cada uma mais colorida que a anterior. Na sala principal, fala-se de livros, resenhas, análises, recomendações, entrevistas, é uma sala vistosa e barulhenta. Na cozinha, fervilham ideias sobre práticas de leitura, mediação e projetos educativos, aqui encontram-se as letrinhas mais curiosas. Já no jardim, florescem as artes, com a ilustração e música, todas coloridas e divertidas. E no sótão, guardam-se memórias: as vozes das edições anteriores, os textos que para sempre irão nos inspirar.

O seu fundador, ou melhor Arquiteto, João Manuel Ribeiro, visou, desde o início, promover escrita, leitura e literatura infantil e juvenil em Portugal, sendo um dos pioneiros na vertente. Tanto ele como os seus colaboradores, sendo eu um eles, acreditamos que ler não é apenas uma atividade escolar ou um passatempo, mas uma forma de construir o pensamento crítico e de compreender o mundo através de uma perspetiva mais colorida. Por isso, cada edição abre espaço para o diálogo entre escritores, ilustradores, educadores, investigadores e mediadores de leitura e das crianças para quem escrevemos e publicamos.

Mas o que une tudo isso é o olhar humano e afetivo sobre a infância.
A revista não fala para as crianças, mas com as crianças. Não fala sobre educação, mas a partir dela: da prática, da experiência, do contacto direto com o mundo da leitura, sempre visando pela felicidade e bem-estar dos mais pequeninos de tamanho, mas grandes de coração.

Ao disponibilizar-se online, gratuitamente, em formato PDF, a revista garante o acesso livre do conhecimento e preserva o encanto do livro, mesmo num ecrã.
É um exemplo de como o mundo editorial pode adaptar-se sem renunciar à sua missão cultural.

Além disso, o seu compromisso com a liberdade de expressão e a defesa dos Direitos da Criança tornam-na uma publicação ética e afastada dos interesses comerciais, que em muito dominam a nossa sociedade. A Casa do João representa para nós um cantinho sincero onde é trabalhada a integridade e sensibilidade em prol das gerações futuras. Por isso, a revista tem sido também um instrumento pedagógico: usada por professores e mediadores como fonte de inspiração e de trabalho.

Enquanto o mundo muda, A Casa do João mantém-se fiel ao seu propósito: educar pela arte e leitura. Ela conversa com quem trabalha com a infância — e também com quem acredita que a infância é o começo de tudo.

De semestre em semestre, a casa cresce

Com tudo isto dito, o Arquiteto João prepara-se para abrir novamente a sua casa, agora com o 18.º número da revista e, com ele, a certeza de que esta casa cresceu. Não em metros quadrados, mas em alcance, relevância e em significado.

Com o tema “Como falar aos outros dos livros que nos encantam?”, esta nova edição convida-nos a pensar no poder de partilhar leituras. Aqui a crítica literária ganha destaque, enfatizando questões relativas ao desenvolvimento deste processo.

Ainda, as vozes que habitam esta casinha, juntamente com aquelas letrinhas, são diversas. Trata-se de escritores, mediadores e leitores que se juntam para falar sobre o encanto dos livros e o impacto que têm nas nossas vidas. Através de entrevistas, recomendações e reflexões cruzam-se histórias e testemunhos que mais uma vez nos mostra como a literatura infantil é, sempre, uma ponte que nos liga aos mais pequenos.

Entre páginas que inspiram e cativam, esta edição é um convite a continuar a conversar sobre o que nos move: as histórias que amamos. Porque, afinal, falar de livros é uma forma de continuar a lê-los, só que agora juntos.

Irá estar disponível brevemente, com data de lançamento no final do mês de outubro!

Dezoito edições depois, a casa permanece em obras constantes, sempre com o seu Arquiteto e os seus ajudantes a moldar aquelas letras trapalhonas. É uma casa com muitos segredos, sussurrados pelas paredes de papel e tinta. Mas aqui e agora, revelo o maior de todos: ela cresce sempre que alguém ali entra.

Não contem ao Arquiteto que aqui vos disse isso, é um segredo nosso! Onde juntos vamos ajudar aquelas letrinhas a ficarem maiores e mais cheias. Pois, cada leitor que descarrega um número, que lê um artigo, que o partilha ou comenta, torna-se também um construtor desta nossa morada simbólica.

A Casa do João é um espaço de encontro entre gerações e sonhos. É uma casa que nos lembra que a infância é uma vila imaginária que nunca devemos abandonar, e que os livros são o passaporte que nos permite regressar lá, sempre que quisermos.

Por isso, se ainda não a visitaste, fica o convite:

Entra.
Há lugar para ti também.
E cada página que leres será como acender uma nova luz nesta casa feita de palavras.